quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A Cultura Grega


Cultura Grega.

Aspectos principais da cultura grega: artes plásticas, filosofia, Olimpíadas, teatro, democracia, mitologia e esportes. Influência da cultura da Grécia Antiga no Império Romano e Renascimento Cultural .A Grécia Antiga é considerada pelos historiadores como uma civilização de grande esplendor cultural. Os gregos desenvolveram a filosofia, as artes, a tecnologia, os esportes e muito mais. Tamanha era a importância desta cultura, que os romanos, ao invadir a Península Balcânica, não resistiram e beberam nesta esplendida fonte cultural. Vejamos os principais elementos da cultura grega.Artes Plásticas: os gregos eram excelentes escultores, pois buscavam retratar o corpo humano em sua perfeição. Músculos, vestimentas, sentimentos e expressões eram retratados pelos escultores gregos. As artes plásticas da Grécia Antiga influenciaram profundamente a arte romana e renascentista.Filosofia: a cidade de Atenas foi palco de grande desenvolvimento filosófico durante a o Período Clássico da Grécia (século V AC). Os filósofos gregos pensavam e criavam teorias para explicar a complexa existência humana, os comportamentos e sentimentos. Podemos destacar como principais filósofos gregos Platão e Sócrates.Esportes: foram os gregos que desenvolveram os Jogos Olímpicos. Aconteciam de quatro em quatro anos na cidade grega de Olímpia. Era uma homenagem aos deuses, principalmente a Zeus (deus dos deuses). Atletas de diversas cidades gregas se reuniam para disputarem esportes como, por exemplo, natação, corrida, arremesso de disco entre outros. Os vencedores das Olimpíadas eram recebidos em suas cidades como verdadeiros heróis.Mitologia: para explicarem as coisas do mundo e transmitirem conhecimentos populares, os gregos criaram vários mitos e lendas. As estórias eram transmitidas oralmente de geração para geração. A mitologia grega era repleta de monstros, heróis, deuses e outras figuras mitológicas. Os mitos mais conhecidos são: Minotauro, Cavalo de Tróia, Medusa e Os Doze trabalhos de Hércules.Teatro: os gregos eram apaixonados pelo teatro. As peças eram apresentadas em anfiteatros ao ar livre e os atores representavam usando máscaras. As comédias, dramas e sátiras retravam, principalmente, o comportamento e os conflitos do ser humano. Ésquilo e Sófocles foram os dois mais importantes escritores de peças de teatro da Grécia Antiga.Democracia: a cidade de Atenas é considerada o berço da democracia. Os cidadãos atenienses (homens, nascidos na cidade, adultos e livres) eram aqueles que podiam participar das votações que ocorriam na Agora (praça pública). Decidiam, de forma direta, os rumos da cidade-estado.

O Escravismo na Grecia Antiga


Escravismo na Grécia Antiga.

História do escravismo na Grécia Antiga, vida dos escravos gregos, origens, situação de vida, trabalho doméstico.
Introdução Geralmente apontamos o lado positivo da civilização grega, destacando o desenvolvimento cultural, político e econômico. A Grécia Antiga é o berço da democracia, das Olimpíadas e da Filosofia. Porém, esta mesma sociedade, que gerou toda esta riqueza cultural, utilizou para diversos fins a mão-de-obra escrava.Tornando-se um escravoNa Grécia Antiga uma pessoa tornava-se escrava de diversas formas. A mais comum era através da captura em guerras. Várias cidades gregas transformavam o prisioneiro em escravo. Estes, eram vendidos como mercadorias para famílias ou produtores rurais. Em Esparta, por exemplo, cidade voltada para as guerras, o número de escravos era tão grande que a lei permitia aos soldados em formação matarem os escravos nas ruas. Além de ser uma forma de treinar o futuro soldado, controlava o excesso de escravos na cidade (fator de risco de revoltas). Em algumas cidades-estado gregas havia a escravidão por dívidas. Ou seja, uma pessoa devia um valor para outra e, como não podia pagar, transformava-se em escrava do credor por um determinado tempo. Em Atenas, este tipo de escravidão foi extinto somente no século VI a.C, após as reformas sociais promovidas pelo legislador Sólon. O trabalho escravoA mão-de-obra escrava era a base da economia da Grécia Antiga. Os trabalhos manuais, principalmente os pesados, eram rejeitados pelos cidadãos gregos. O grande filósofo grego Platão demonstrou esta visão: “É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho”. Logo, os cidadãos gregos valorizavam apenas as atividades intelectuais, artísticas e políticas. Os trabalhos nos campos, nas minas de minérios, nas olarias e na construção civil, por exemplo, eram executados por escravos. A mão-de-obra escrava também era muito utilizada no meio doméstico. Eles faziam os serviços de limpeza, preparavam a alimentação e até cuidavam dos filhos de seu proprietário. Estes escravos que atuavam dentro do lar possuíam uma condição de vida muito melhor que os outros.

Filosofia Grega


Filosofia na Grécia Antiga

Filosofia Filosofia Pré-Socrática, Filosofia Clássica, Filosofia Pós-Socrática, Filosofia Medieval, Filosofia Moderna, Filosofia Contemporânea, sofistas, definição, principais filósofos, correntes filosóficas, escolas filosóficas
IntroduçãoA palavra filosofia é de origem grega e significa amor à sabedoria. Ela surge desde o momento em que o homem começou a refletir sobre o funcionamento da vida e do universo, buscando uma solução para as grandes questões da existência humana. Os pensadores, inseridos num contexto histórico de sua época, buscaram diversos temas para reflexão. A Grécia Antiga é conhecida como o berço dos pensadores, sendo que os sophos ( sábios em grego ) buscaram formular, no século VI a.C., explicações racionais para tudo aquilo que era explicado, até então, através da mitologia.Os Pré-SocráticosPodemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a idéia de que tudo preexiste a alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.Período ClássicoOs séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates.Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem ( retórica ), pensar e manifestar suas qualidades artísticas.Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão. Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências. Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.Período Pós-SocráticoEstá época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o final da hegemonia política e militar da Grécia.Ceticismo : de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre presente, pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura.Epicurismo : os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao prazer.Estoicismo : os sábios estóicos como, por exemplo Marco Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como a emoção, o prazer e o sofrimento.

Alfabeto Grego

KAMLOPARDALI — girafa na língua grega
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Kamlopardali: idioma grego (Greek)
Os antigos gregos chamavam a girafa de KAMELO-PARDALIS (camelo-pardo), porque a girafa tem a cabeça como a de um camelo e manchas como de um leopardo.
Grego atual — KAMLOPARDALIS, palavra derivada de KAMLOS (camel) + PARDALIS (pard).
Grego antigo — KAMHLOPARDALI
CAMELOPÁRDALE — do grego KAMELO-PARDALIS, camelo-pantera, nome que os antigos davam à girafa por causa das manchas.
Outra explicação encontrada, fontes:
English-Greek Dictionary — http://kypros.org/ (καμπλοπάρδαλη)Logos Dictionary — http://www.logos.it/ (καμηλοπάρδαλη)Logos Library — http://www.logoslibrary.eu/ (καμηλοπάρδαλη)
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Nota: photos (quer dizer luz) e graphy (do grego graphos, significa escrita); makros ou makrus (grande, longo); myrmeco (formigas) e phagos (comedor); dactylos (dedos); pharos (manto?), plastikos (feito para brincar)...
— Diodorus (20 a.C.)"O animal chamado camelopardalis (do texto grego: kamhlopardaleiV) mostra uma mistura de dois animais, compreendidos na apelação ou pronúncia, como se diz. Em tamanho e na curvatura do lombo elas se assemelham aos camelos; com forma distinta de cabeça e olhos. Mas a cor, o pelo e o comprimento do rabo, são como panteras."
— 20 a.C."Camelleopards (kamhlopardaleiV - do texto grego acima e abaixo) por sua variação de pele é mais parecido com a pele de um veado. As pernas traseiras são mais curtas do que as dianteiras, o que parece que o animal está subindo em uma rampa. Não é um animal selvagem, mas parecido como um quadrúpede domesticado." (Strabo, Bk. XVI. iv. § 18, E.T. by Hamilton and Falconer)
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— SURNAPA ou ZURNAPA (do árabe), parece ser a forma curiosamente divergente da mesma palavra, talvez mais próxima do original. E não é impossível que a palavra mais antiga, no uso bíblico, pode estar radicalmente conectada com a palavra GIRAFFE... A mais antiga menção do animal está na Setuagésima versão de Deut. xiv. 5, onde a palavra ZAMAR, traduzida para a língua inglesa ‘CHAMOIS’ (consta na Bíblia em inglês - pequeno animal como um gato que vive nas montanhas da Europa) é transcrita do texto grego (kamhlopardaliV); e também no vulgar camelopardalus, [provavelmente é um ‘WILD GOAT’ (animal selvagem pequeno com cornos) de Targums, não a girafa (Encycl. Bibl. i. 722)].
Camelopard (Ca*mel"o*pard) (ka*mel"o*pärd or kam"el*o*pärd; 277), n. [LL. camelopardus, L. camelopardalus, camelopardalis, fr. Gr. kamhlopa`rdalis; ka`mhlos a camel + pa`rdalis pard, leopard: cf. F. camélopard. The camelopard has a neck and head like a camel, and is spotted like a pard. See , and .] (Zoöl.) An African ruminant; the giraffe (Gi*raffe") n. [F. girafe, Sp. girafa, from Ar. zurafa, zarafa.]
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— 520 a.C.Ennepe moi kakeina, poluqroV Mousa ligeia, mikta fusin q hrwn, dicoqen kekerasmena, fula, pardalin aiolonwton omou xunhn te kamhlon. Deirh oi tanah, stikton demaV, ouata baia, Yilon uperqe karh, dolicoi podeV eurea tarsa, kwlwn douk isa metra, podeV t ou pampan omoioi (Oppiani Cynegetica, iii. 461 seqq).

GREGO — língua oficial da Grécia e de Chipre
A palavra alfabeto compõe-se de alpha + beta - as duas primeiras letras do alfabeto grego, correspondentes ao nosso a e b.
Α α
Β β
Γ γ
Δ δ
Ε ε
Ζ ζ
Η η
Θ θ
O alfabeto utilizado para escrever a língua grega baseia-se no alfabeto fenício - desenvolvido muitos séculos antes de Cristo - tanto que os antigos gregos chamavam as letras de "letras dos fenícios". O fenício é uma língua semítica antiga que foi falada nas cidades de Tiro e Biblos, na Fenícia (Ásia antiga), atual Líbano.
O semítico (pertencente ou relativo aos semitas - judeus) é um grupo de línguas da família camito-semítica, que compreende dois subgrupos: o oriental, representado pelo assírio, e o ocidental, com um tronco setentrional, ao qual pertencem o cananeu e o aramaico, e um tronco meridional, do qual fazem parte o árabe, o sabeu e o etiópico.
Ι ι
Κ κ
Λ λ
Μ μ
Ν ν
Ξ ξ
Ο ο
Π π
Inicialmente, o alfabeto grego era composto apenas de símbolos maiúsculos. Os minúsculos foram criadas no Período Helenístico e popularizaram-se muito mais tarde. Todas as inscrições eram habitualmente entalhadas em letras maiúsculas, as minúsculas tornaram-se de uso corrente durante a Idade Média, do século VIII em diante. Hoje em dia, no mundo inteiro, as letras do alfabeto grego ainda são muito utilizadas nas ciências, principalmente na Matemática e na Física.
Há um total de vinte e quatro letras (originalmente eram as 22 do alfabeto fenício), sendo que dezessete são consoantes e sete são vogais?... Algumas consoantes: ζ θ ξ φ χ ψ - têm som duplo (ψ = πσ, por exemplo).
Ρ ρ
Σ σ,ς
Τ τ
Υ υ
Φ φ
Χ χ
Ψ ψ
Ω ω


VARIAÇÕES

Algumas letras, como a "sigma", têm variantes no alfabeto grego. Sigma é a letra que representa o nosso S e ela é grafada de maneiras diferentes, dependendo da posição que ela ocupa na palavra:
Sigma inicial (letra maiúscula): utilizada no início da palavra
Sigma inicial ou medial (letra minúscula): utilizada no início e no meio
Sigma terminal: só utilizado no final da palavra
Sigma lunado: pode aparecer em qualquer posição
1.Σ

2.ς?
Quanto aos numerais, desde o século II são utilizadas para a maior parte dos números as próprias letras seguidas de apóstrofo (α' = 1, β' = 2, por exemplo). Há símbolos específicos somente para alguns poucos números, como por exemplo o "sampi": ?' = 900).

Alfabeto Grego
O fator inovador introduzido com o alfabeto grego são as vogais. As primeiras vogais foram Alfa, Epsilón, Iota, Omicrón e Ypsilón - ipsilon ou hipsilo (identificadas na cor cinza da tabela).
Curiosidade: Na simbologia, Alfa é a primeira letra do alfabeto grego e Ômega, a última. Por isso, representam o começo e o fim, respectivamente.
N° ordem
Letra maiúscula
Letra minúscula
Nome português
Nome inglês
Letra correspondente
Alfabeto semítico
01°
Alfa
Alpha
a
Aleph
02°
Beta
Beta
b
Beth (b)
03°
Gama
Gamma
g = j
Gimel (g)
04°
Delta
Delta
d
Daleth (d)
05°
Épsilon
Epsilon
e
He (h)
06°
Zeta ou Dzeta
Zeta
z
Zain (dz)
07°
Eta
Eta
e ou h
Heth (h)
08°
Teta
Theta
th = T
Thet (t)
09°
Iota
Iota
i = j
Yodh (y - j)
10°
Capa
Kappa
k = c = qu
Kaph (k)
11°
Lâmbda
Lambda
l
Lamed (l)
12°
Mi ou Miu
Mu ou Mü
m
Mem (m)
13°
Ni ou Niu
Nu ou Nü
n
Nun (n)
14°
Csi ou Qui
Xi
ks = cs = ch
Samekh (s)
15°
Ômicron
Omicron
o
Ain ()
16°
Pi
Pi
p
Pe (p)
17°

Rho
r = rh
Resh (r)
18°
Sigma
Sigma
s
Shin (sh - S)
19°
Tau
Tau
t
Taw (t)
20°
Ypsilon
Upsilon
u = y = i (u francês)
De Wau
21°
Fi
Phi
ph = f
origem incerta
22°
Xi
Chi
kh = x
origem incerta
23°
Psi
Psi
ps
origem incerta
24°
Ômega
Omega
O = w?
origem incerta
Originariamente existiram variantes do alfabeto grego, sendo as mais importantes a ocidental Calcídica e a oriental Jônica. O Grego é uma língua das mais flexíveis e harmoniosas de todas as línguas indo-européias. Dividia-se em quatro dialetos muito semelhantes: o ático, o jônico, o dórico e o eólico. Homero escreveu no jônico antigo, Píndaro em dórico e Safo em eólico.
A variante ocidental originou o alfabeto etrusco (relativo à Etrúria ou Tirrênia - Itália antiga) e daí o alfabeto romano. Atenas adotou no ano 403 a.C. a variante oriental dando lugar a que pouco depois desaparecessem as demais formas existentes do alfabeto.
Já nesta época o grego escrevia-se da esquerda para a direita, enquanto que num princípio a maneira de o escrever era alternadamente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, de maneira que se começava pelo lado em que se tinha concluído a linha anterior, invertendo todos os caracteres em dito processo.

EMISSÕES FILATÉLICAS
Em 1977, a Grécia emitiu um selo (Scott: 1236) que mostra a dispersão dos gregos pelo mundo e a localização do país em seu centro.

Mitologia

Mitologia Grega


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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Guerra de Tróia

Helena e París
a Guerra de Tróia

A Guerra de Tróia foi um episódio sangrento da antigüidade, que teve lugar muito provavelmente entre 1300 a.C. e 1200 a.C, que culminou com a destruição da cidade de Tróia e facilitou o fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo. A causa daquele conflito de mais dez anos foi o rapto de Helena de Tróia por Páris, príncipe de Tróia. Segundo a mitologia, a cidade de Tróia acabou por ser tomada após um longo cerco através do uso do Cavalo de Tróia.
Os gregos antigos acreditavam que a guerra de Tróia era um fato histórico, ocorrido no período micênico, mas durante séculos os estudiosos tiveram dúvidas se ela de fato ocorreu. Até a descoberta do sítio arqueológico na Turquia acreditava-se que Tróia era uma cidade mitológica.
A Ilíada, de Homero, descreve os acontecimentos finais da guerra, que incluem as mortes de Pátroclo, Heitor e Ajax que se matou com a espada que Heitor lhe deu. A obra Odisséia é a continuação da Ilíada, que conta a volta de Odisseu a Ítaca, onde passou mais dez anos até chegar a seu destino.

A guerra de Tróia se deu quando os aqueus atacaram Tróia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa de Menelau, irmão de Agamenon. Os aqueus eram os povos que hoje conhecemos como gregos, que compartilhavam uma cultura e língua comuns, mas na época se enxergavam como vários reinos, e não como um povo só.
A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Posídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a famosa expressão “calcanhar de Aquiles”, significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Tróia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido.
Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris, ou Discórdia. Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição “À mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa. Para ganhar o título de “mais bela”, Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o pomo à Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio das outras duas deusas contra si e contra Tróia.
A mulher mais bela do mundo era Helena de Esparta, filha de Zeus e de Leda, rainha de Esparta. Helena possuía diversos pretendentes, que incluíam muitos dos maiores heróis da Grécia, e o seu pai adotivo, Tíndaro, hesitava tomar uma decisão em favor de um deles temendo enfurecer os outros. Finalmente um dos pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveu o impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e o marido que escolhesse, qualquer que fosse. Helena então se casou com Menelau, que se tornou rei de Esparta.
Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau. Este apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil naus e atravessou o mar Egeu para atacar Tróia. As naus gregas desembarcam na praia próxima a Tróia e iniciam um cerco que iria durar 10 anos e custaria a vida muitos heróis de ambos os lados. Dois dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Tróia foram Heitor e Aquiles.
Finalmente, seguindo um estratagema proposto por Odisseu, o famoso cavalo de Tróia, os gregos invadiram a cidade governada por Príamo e terminaram a guerra.
ALEXANDRE, O GRANDE

Alexandre, de cognome o Grande ou Magno (grego Αλέξανδρος o Τρίτος o Μακεδών, Aléxandros ho Trítos ho Makedón, ou Μέγας Αλέξανδρος, Mégas Aléxandros; persa Iskander) (21 de julho de 356 a.C. em Pella10 de junho de 323 a.C. em Babilônia) era filho de Filipe II da Macedónia e de Olímpia do Épiro, mística e ardente adoradora do deus grego Dionísio. Em sua juventude, teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei da Macedônia aos vinte anos, na sequência do assassinato do seu pai.
A sua carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo também o Egipto e a Báctria (aproximadamente o atual Afeganistão). Este império era o maior e mais rico que já tinha existido. Herdou um reino que fora organizado com punho de ferro pelo pai, que tivera de lutar contra uma nobreza turbulenta, as ligas lideradas por Atenas, e Tebas (a batalha de Queroneia representa o fim da democracia ateniense e por arrastamento das outras cidades gregas e de uma certa concepção de liberdade), revolucionando a arte da guerra.
A sua personalidade é considerada de formas diferentes segundo a percepção de quem o examina: por um lado, homem de visão, tentando criar uma síntese entre o oriente e ocidente (encorajou o casamento entre oficiais seus e mulheres persas, além de utilizar persas ao seu serviço), respeitador dos derrotados (acolheu bem a família de Dario III e permitiu às cidades dominadas a manutenção de governantes, religião, língua e costumes) e admirador das ciências e das artes (fundou, entre algumas dezenas de cidades homónimas, Alexandria, que viria a se tornar o maior centro cultural, científico e econômico da Antigüidade por mais de 300 anos, até ser substituída por Roma); por outro lado, profundamente instável e sanguinário (as destruições das cidades de Tebas e Persepólis, o assassinato de Parménion, o seu melhor general, a sua ligação com um eunuco), limitando-se a usar o pessoal de valor que tinha à sua volta em proveito próprio.
De qualquer modo, fez o que pôde para expandir o helenismo: criou cidades com o seu nome com os seus veteranos feridos por todo o território e deu nome para cidade homenageando seu inseparável e famoso cavalo Bucéfalo. Abafou uma rebelião de cidades gregas sob o domínio macedónio e preparou-se para conquistar a Pérsia.
Em 334 a.C., empreendeu sua primeira campanha contra os persas na Batalha de Granico que deu-lhe o controle da Ásia Menor (atual Turquia). No ano seguinte, derrotou o rei Dario III da Pérsia na Batalha de Issus. Mais um ano depois, conquistou o Egipto e Tiro, em 331 a.C.. Completou a conquista da Pérsia na Batalha de Gaugamela, onde derrotou definitivamente Dario III, o que lhe conferiu o estatuto de Imperador Persa.
A tendência de fusão da cultura dos macedônios com a grega provocou nestes temor quanto a um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca. Todavia, nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao oriente. Durante cerca de dois anos Alexandre manteve-se ocupado em várias campanhas de curta duração para a consolidação do seu império. Mas, em 327 a.C., conduzindo as suas tropas por cima das montanhas Indocuche para o vale do rio Indo, para conquistar a Índia, país mítico para os gregos, foi forçado a regressar à Babilónia devido ao cansaço das suas tropas, e instalaria aí a capital do seu império. Deixou atrás de si novas colónias, como Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do rio Hidaspe. Morreria de febres desconhecidas (provavelmente malária), que nenhum dos seus médicos conseguia curar, sem completar os trinta e três anos.
Infelizmente nenhuma das fontes contemporâneas sobreviveu (Calistenes e Ptolomeu), nem sequer das gerações posteriores: apenas possuímos textos do século I que usaram fontes que copiaram os textos originais. De modo que muitos dos pormenores da sua vida são bastante discutíveis.
Índice[esconder]
1 O exército de Alexandre Magno
2 O legado de Alexandre
3 Ver também
4 Ligações externas
//

[editar] O exército de Alexandre Magno

O império de Alexandre
O exército macedónio sob Filipe II e sob Alexandre Magno era composto por diversos corpos complementando-se entre si: cavalaria pesada; cavalaria ligeira; infantaria pesada e infantaria ligeira.
A cavalaria pesada era constituída pelos hetairoi ou companheiros, formados em esquadrões ilai de 256 ginetes com capacete beócio, couraça de bronze ou linotorax, equipados com xyston ou lança de 3,80 m e uma espada. Os militares formavam a unidade de elite de cavalaria aristocrática macedónia, sendo o principal elemento ofensivo. Em situação de combate, formavam à direita dos hypspistas; os nove esquadrões com o esquadrão real de 300 ginetes tomando o lugar de honra sob comando de Clito Melas cujo dever era o de proteger o rei durante as batalhas; à sua esquerda, colocavam-se os outros chefes em 8 esquadrões de 256 homens subdivididos em 4 unidades de 64 ginetes sob comando de Filotas.
À frente de todos estes, posicionavam-se os arqueiros e protegendo o flanco direito, os prodromoi e restante cavalaria ligeira.

[editar] O legado de Alexandre

O mundo à morte de Alexandre, mostrando seu império em seu maior contexto geopolítico
Com a sua morte, os seus generais repartiram o seu império e a sua família acabou por ser exterminada. Os Epígonos iriam gastar gerações seguidas em conflitos. Apenas Seleuco esteve prestes a reunificar o império (faltando o Egipto) por um curto espaço de tempo. Os seus sucessores fizeram o que puderam para manter o helenismo vivo: gregos e macedónios foram encorajados a emigrar para as novas cidades. Alexandria no Egipto teve um destino brilhante devido aos cuidados dos ptolomaicos (o Egipto, apesar da sua monumentalidade, nunca possuíra grandes metrópoles): tornou-se um porto internacional, um centro financeiro e um foco de cultura graças à biblioteca; mas outras cidades como Antióquia, Selêucida do Tigre e Éfeso também brilharam. Reinos no oriente, como os greco-bactrianos (Afeganistão) e greco-indianos, expandiram o helenismo geograficamente mais do que Alexandre o fizera. Quando os partos (um povo indo-europeu aparentado com os citas) ocuparam a Pérsia, esses reinos subsistiram até ao século I a.C., com as ligações cortadas ao ocidente.
Roma recuperou o legado helenístico, e a miragem do império de Alexandre: Crasso e Marco António tentaram conquistar a Pérsia com péssimos resultados. Trajano morreu a meio de uma expedição, Septímio Severo teve o bom senso de desistir a meio e só Heráclito, no período bizantino, teve uma campanha vitoriosa: debalde, pois os árabes acabaram com a Pérsia Sassânida, enfraquecida pelas longas guerras com Bizâncio. O ocidente medieval viu nele o perfeito cavaleiro, incluindo no grupo dos nove bravos e estabeleceu lendas e o “Romance de Alexandre”.
Luís XIV apreciava vestir-se como Alexandre (à maneira do século XVII obviamente) e esse epíteto seria sempre apreciado por monarcas absolutos. No século XX, a sua figura não seria muito retratada pelo cinema: os programas documentário da T.V. terão claramente a sua preferência. No cinema entretanto, ele foi retratado em duas versões, a primeira versão no filme Alexander the Great é de 1956, sendo o papel principal interpretado pelo ator Richard Burton, e em princípios do século XXI, na épica cinebiografia Alexander (2004), de Oliver Stone.

[editar] Ver também
Batalha de Granico
Batalha de Issus
Cerco de Tiro
Batalha de Gaugamela
Batalha de Hidaspes

O Wikimedia Commons possui multimídia sobre Alexandre, o Grande

[editar] Ligações externas

O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Alexandre, o Grande.
em inglês
Biografia de Alexandre, o Grande - segundo os eslavo-macedônios (em inglês)
Website (com textos e imagens)
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Rei da Macedónia336 a.C.323 a.C.
Seguido por:Filipe III & Alexandre IV
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